Robôs participam de novas histórias de sucesso

Robôs participam de novas histórias de sucesso

Esqueça, por hora, histórias de ficção científica e...

Mergulhe conosco numa história real, protagonizada também por robôs. São eles que vêm mudando a história da medicina, ajudando a salvar vidas e tratar doenças de forma menos invasiva, viabilizando a recuperação mais rápida do paciente e a redução da dor no pós-operatório

Em Brasília, essa realidade se mistura à história de Thaís Alencar, 38, coloproctologista e cirurgiã geral do IAD Brasília, que acaba de ser certificada como cirurgiã robótica. Thaís é a primeira mulher certificada no Distrito Federal e, juntamente com outros três cirurgiões, ajuda a mudar mais rápido a história da medicina na capital federal.

A médica já realizou cirurgias robóticas de cólon e conta que o paciente sempre tem curiosidade em conhecer o robô. Por outro lado, alerta para a importância que tem o treinamento da equipe, ao mesmo tempo em que vê com muito entusiasmo a dedicação de todos ao paciente. “Está todo mundo mobilizado e muito envolvido para que tudo dê certo”, destaca a médica.

Em um mundo onde a única certeza é que tudo muda, cada vez com mais velocidade, dado o papel da tecnologia, “eu não poderia perder essa oportunidade, ainda mais num momento tão importante para Brasília.  É muito bom estar no começo, crescendo com a cidade” revela Thaís, que sabe que a busca pelo conhecimento deve ser constante. Afinal, as mudanças estão aí e os clientes precisam delas.  

Mas existe um outro lado dessa conquista. No momento em que tanto se fala sobre o empoderamento da mulher, mais uma vez a médica sente que faz parte de uma outra história cuja valor social é enorme. Não foram poucos os sacrifícios que fez para chegar até aqui, mas a paixão pela profissão orientou suas ações. “Foi corrido, muitas vezes desmarquei consultório para fazer treinamento, mas a maior disponibilidade era mesmo à noite e assim atingi meu objetivo”, diz ela.

Mãe de duas filhas – Larissa, 6 e Emmanuelle, 7 -, ainda numa fase que demanda muito cuidado, durante o treinamento só dormia de madrugada. “Para a mulher, para a mãe, é muito difícil a opção. “Uma decisão como essa exige uma coisa muito maior, força de vontade, amar o que se faz, e eu tenho muito amor pela medicina, pela minha profissão, pela minha especialidade”.

Cirurgia robótica impõe novos desafios

O fascínio pela medicina impulsionou Thaís para mais esta especialização, após convite do também coloproctologista e cirurgião geral do IAD Brasília Dr. Elias Couto. Ela aceitou o desafio de auxiliá-lo e, para chegar à certificação, foram  necessários meses de capacitação e muito estudo. No IAD, cada médico está buscando conhecimento o tempo inteiro, todos querem melhorar e eu gosto muito desse ambiente”, diz a cirurgiã.

A tecnologia está mudando a realidade, com reflexos profundos sobre o trabalho no mundo inteiro. Por isso, Thaís destaca que em sua área de atuação ainda será grande a evolução da cirurgia à distância. Os custos, devem se reduzir viabilizando a sua maior utilização, já que, neste ano, caiu a patente do robô.

Em toda cirurgia robótica, as mudanças são enormes. A visão tridimensional possibilita ao médico enxergar o que não se consegue com a visão bidimensional, a exemplo de enervações, fundamental em cirurgias na região da pélvis. Trate-se de uma passagem estreita, sobretudo nos homens, o que dificulta a manipulação das mãos e a boa visualização numa cirurgia aberta, diz a médica. Por isso os melhores resultados apresentados pelos trabalhos científicos dizem respeito a essa região.  

Toda tecnologia nova traz consigo uma série de questionamentos, como aconteceu no passado com a videolaparoscopia. A robótica hoje passa por essa fase, mas sabemos que não há volta e a tendência é a sua maior utilização, diz a médica, lembrando seus benefícios para médicos e pacientes.  Nesse contexto, Thaís ressalta que hoje os pacientes têm muita informação, querem discutir os métodos, enviam e solicitam artigos, o que ela acha muito bom.  

“A área de saúde se expande e se moderniza em Brasília e todos nós precisamos evoluir juntos”. Além disso, a robótica também vem em auxílio também dos médicos, que podem continuar emprestando seu conhecimento e competência, driblando algum tremor e, por exemplo, problemas de coluna, já que usam as mãos do robô e passam a operar sentados, no console.

[Matéria na TV Brasília]

  • Cirurgia para refluxo gastroesofágico
  • Amputação abdômnio-perineal do reto (completa)
  • Amputação do reto por procidência
  • Apendicectomia aberta
  • Cirurgia de abaixamento (qualquer técnica)
  • Cirurgia de acesso posterior
  • Colectomia parcial com colostomia
  • Colectomia parcial sem colostomia
  • Colostomia ou enterostomia
  • Colotomia e colorrafia
  • Distorção de volvo por laparotomia
  • Enteropexia (qualquer segmento)
  • Enterotomia e/ou enterorrafia de qualquer segmento (por sutura ou ressecção)
  • Esvaziamento pélvico anterior ou posterior – procedimento cirúrgico
  • Esvaziamento pélvico total – procedimento cirúgico
  • Fixação do reto por via abdominal
  • Invaginação intestinal sem ressecção – tratamento cirúrgico
  • Proctocolectomia total
  • Proctocolectomia total com reservatório ileal
  • Retossigmoidectomia abdominal
  • Amputação abdômnio-perineal do reto por videolaparoscopia (completa)
  • Apendicectomia por videolaparoscopia
  • Cirurgia de abaixamento por videolaparoscopia
  • Colectomia parcial com colostomia por videolaparoscopia
  • Colectomia parcial sem colostomia por videolaparoscopia
  • Esvaziamento pélvico anterior ou posterior por videolaparoscopia
  • Esvaziamento pélvico total por videolaparoscopia
  • Proctocolectomia total por videolaparoscopia
  • Retossigmoidectomia abdominal por videolaparoscopia
  • Estenose anal – tratamento cirúrgico (qualquer técnica)
  • Fissurectomia com ou sem esfincterotomia
  • Fistulectomia anal em dois tempos
  • Fistulectomia anal em ferradura
  • Fistulectomia anal em um tempo
  • Hemorroidectomia aberta ou fechada, com ou sem esfincterotomia
  • Esfincterotomia
  • Videocolecistectomia com colangiografia
  • Vídeo colecistectomia sem colangiografia
  • Tratamento cirúrgico de cisto sacro coccígeo
  • Herniorrafia inguinal uni ou bilateral
  • Herniorrafia umbilical
  • Laparotomia exploradora, ou para biópsia, ou para drenagem de abscesso, ou para liberação de bridas em vigência de oclusão.
  • Gastrostomia confecção/fechamento
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